
Esta é uma palavra que provavelmente figura entre as mais pronunciadas nos dias de hoje. Mas o que é isso afinal?
Pesquisando a palavra na internet, encontrei o seguinte comentário num blog:
"Para entendermos globalização precisamos antes entender o contexto em que ela é inserida e o meio político em que ela foi criada. Até a década de 90 o mundo era dividido em dois: o capitalista e o socialista, nessa época ocorreram vários acontecimentos que nos trazem conseqüências até hoje, alguns deles são as armas nucleares e a tecnologia de ponta, criadas na época da segunda guerra mundial. O que nós estamos vivendo hoje é a vitória do sistema que ganhou esta guerra: o capitalismo. Nesse contexto que envolve fatores históricos como: a queda do muro de Berlim, fragmentação da antiga união soviética (URSS), fragmentação da Alemanha, a democratização do leste europeu, e a formação das cidades globais que concentram a produção e a distribuição, é que foi criada a Globalização. Hoje nós vivemos num mundo CAPITALISTA, NEOLIBERAL, GLOBALIZADO, isto significa que: O mundo atual é voltado totalmente para a produção com lucro, em um sistema econômico neoliberal, ou seja, com a mínima intervenção do Estado e cujo um dos propósitos principais é a privatização de órgãos estatais, e por fim globalizado. Ponto. Voltamos para o começo. O que afinal é globalização? O capitalismo é um sistema produtivo, ou seja, ele precisa produzir, e precisa vender para obter lucro, para isso ele usa dois outros sistemas auxiliares: O sistema neoliberal, do qual nós já fizemos referência acima, e uma rede de informação mundial que faça seu produto conhecido e comercializado no mundo inteiro. Apresento-vos a globalização! Quando usamos um cartão de crédito, ou até mesmo de banco, guando compramos algo pela internet, guando assinamos a TV a cabo, guando lanchamos no McDonalds, estamos automaticamente participando e fortalecendo este sistema que implantaram na nossa sociedade e nos obrigaram a aceitá-lo, sem perguntar se queríamos ou não. É como uma droga que eles nos obrigam a usar e depois que nos viciam nela, nos obrigam a nos submetermos a eles para obtê-la cada vez mais e suprir nosso vicío, a essa altura já incontrolável. A globalização, ou a Nova Ordem Mundial, é um meio injusto de ultrapassar os limites geográficos levando informação. Por quê? Porque se nós formos ao Sul da África agora nós veremos muitas pessoas pobres, vivendo em situações desumanas, mas com certeza nós encontraremos em algum lugar nos pontos turísticos do país um McDonalds, lojas que aceitam todos os tipos de cartões de créditos etc. Mas por que justamente nos pontos turísticos? Porque os únicos privilegiados com esse sistema é a burguesia. Agora se nós formos aos hospitais com certeza não veremos os equipamentos de última geração que conhecemos, e nem veremos uma quantidade desejada de remédios, apesar da necessidade e da carência desse povo em remédios e num sistema de saúde decente que atenda suas necessidades. Isso é o que eu chamo de conseqüência da globalização, nós pagamos um alto preço para termos acesso a informação do mundo atualizado, porque de algum lugar isso tudo é tirado. Olhem o exemplo do governo FHC, foi o êxtase da globalização e do neoliberalismo no Brasil, ele privatizou as nossas estatais, trouxe para o Brasil a tecnologia dos telefones portáteis (celulares) e entre outros. E quando parecia que nós haviamos encontrada a solução, elegemos um governo que tem medo de dizer não ao inimigo e que em vez de mudar, de revolucionar, simplesmente continua aquilo que outro já havia começado antes. Muitas pessoas demoram a perceber que o capitalismo e seus sistemas auxiliares nada fazem para mudar a realidade em que vivemos. Ele simplesmente privilegia aqueles que já são ricos e escraviza aqueles que são pobres. E outras pessoas mesmo que percebam isso, quando chegam ao poder esquecem dos ideais que prometeram em campanhas, e do povo pobre que é à base do governo atual, representando mais da metade do país. Enfim, globalização não é uma coisa concreta que se possa pegar ou tocar, analisar manualmente, é um sistema que somente podemos ver acontecer todos os dias ao nosso redor, e assim como ela não pode ser tocada, também não pode ser simplesmente destruída. Mas creio que o antídoto para esta droga, para este vicio, seja o uso dessa informação para mudarmos o que vem acontecendo no mundo nos dias atuais. Basta vermos um jornal, ou lermos, para vermos os terremotos, as guerras, as mortes, as doenças, às vezes parece que tudo esta contra nós, mas na verdade, como dizia Carlos Drummond de Andrade, o homem é lobo do próprio homem!"
Eu não concordo com tudo que está aí mas acho que é um bom ponto para começarmos a discutir a globalização, como ela nos atinge (e também a nossos alunos) e o que fazer a respeito (se é que podemos/devemos fazer alguma coisa). Outras pessoas fizeram comentários sobre a postagem acima. Um deles foi o seguinte:
- "A globalização não foi inventada por um grupo de burgueses malvados que um dia se reuniu e resolveu inventar um método de sacanear os pobres e obrigá-los a aceitar um sistema indesejado que age como uma droga viciante. A globalização é a conseqüência não planejada de três fatores: o aumento das populações, o progresso das comunicações e o incremento dos meios de transporte. O efeito disto tudo foi o encurtamento de distâncias, dando ao mundo o feitio de uma aldeia. Este fenômeno é INEXORÁVEL: tem vantagens e desvantagens, mas não pode ser revertido. O mundo não vai abrir mão do celular, nem da internet, nem dos aviões. Portanto, sejam bem-vindos à globalização, e tentem se adaptar a ela, do contrário terminarão bem pobres."
Se quiserem ver outros comentários, visitem a página indicada. Uma correção: a frase final da postagem citada, segundo um comentário no próprio blog, não é de Carlos Drummond de Andrade, mas sim de Thomas Hobbes, em "Leviatã".




