sexta-feira, 13 de junho de 2008

GLOBALIZAÇÃO



Esta é uma palavra que provavelmente figura entre as mais pronunciadas nos dias de hoje. Mas o que é isso afinal?


Pesquisando a palavra na internet, encontrei o seguinte comentário num blog:

"Para entendermos globalização precisamos antes entender o contexto em que ela é inserida e o meio político em que ela foi criada. Até a década de 90 o mundo era dividido em dois: o capitalista e o socialista, nessa época ocorreram vários acontecimentos que nos trazem conseqüências até hoje, alguns deles são as armas nucleares e a tecnologia de ponta, criadas na época da segunda guerra mundial. O que nós estamos vivendo hoje é a vitória do sistema que ganhou esta guerra: o capitalismo. Nesse contexto que envolve fatores históricos como: a queda do muro de Berlim, fragmentação da antiga união soviética (URSS), fragmentação da Alemanha, a democratização do leste europeu, e a formação das cidades globais que concentram a produção e a distribuição, é que foi criada a Globalização. Hoje nós vivemos num mundo CAPITALISTA, NEOLIBERAL, GLOBALIZADO, isto significa que: O mundo atual é voltado totalmente para a produção com lucro, em um sistema econômico neoliberal, ou seja, com a mínima intervenção do Estado e cujo um dos propósitos principais é a privatização de órgãos estatais, e por fim globalizado. Ponto. Voltamos para o começo. O que afinal é globalização? O capitalismo é um sistema produtivo, ou seja, ele precisa produzir, e precisa vender para obter lucro, para isso ele usa dois outros sistemas auxiliares: O sistema neoliberal, do qual nós já fizemos referência acima, e uma rede de informação mundial que faça seu produto conhecido e comercializado no mundo inteiro. Apresento-vos a globalização! Quando usamos um cartão de crédito, ou até mesmo de banco, guando compramos algo pela internet, guando assinamos a TV a cabo, guando lanchamos no McDonalds, estamos automaticamente participando e fortalecendo este sistema que implantaram na nossa sociedade e nos obrigaram a aceitá-lo, sem perguntar se queríamos ou não. É como uma droga que eles nos obrigam a usar e depois que nos viciam nela, nos obrigam a nos submetermos a eles para obtê-la cada vez mais e suprir nosso vicío, a essa altura já incontrolável. A globalização, ou a Nova Ordem Mundial, é um meio injusto de ultrapassar os limites geográficos levando informação. Por quê? Porque se nós formos ao Sul da África agora nós veremos muitas pessoas pobres, vivendo em situações desumanas, mas com certeza nós encontraremos em algum lugar nos pontos turísticos do país um McDonalds, lojas que aceitam todos os tipos de cartões de créditos etc. Mas por que justamente nos pontos turísticos? Porque os únicos privilegiados com esse sistema é a burguesia. Agora se nós formos aos hospitais com certeza não veremos os equipamentos de última geração que conhecemos, e nem veremos uma quantidade desejada de remédios, apesar da necessidade e da carência desse povo em remédios e num sistema de saúde decente que atenda suas necessidades. Isso é o que eu chamo de conseqüência da globalização, nós pagamos um alto preço para termos acesso a informação do mundo atualizado, porque de algum lugar isso tudo é tirado. Olhem o exemplo do governo FHC, foi o êxtase da globalização e do neoliberalismo no Brasil, ele privatizou as nossas estatais, trouxe para o Brasil a tecnologia dos telefones portáteis (celulares) e entre outros. E quando parecia que nós haviamos encontrada a solução, elegemos um governo que tem medo de dizer não ao inimigo e que em vez de mudar, de revolucionar, simplesmente continua aquilo que outro já havia começado antes. Muitas pessoas demoram a perceber que o capitalismo e seus sistemas auxiliares nada fazem para mudar a realidade em que vivemos. Ele simplesmente privilegia aqueles que já são ricos e escraviza aqueles que são pobres. E outras pessoas mesmo que percebam isso, quando chegam ao poder esquecem dos ideais que prometeram em campanhas, e do povo pobre que é à base do governo atual, representando mais da metade do país. Enfim, globalização não é uma coisa concreta que se possa pegar ou tocar, analisar manualmente, é um sistema que somente podemos ver acontecer todos os dias ao nosso redor, e assim como ela não pode ser tocada, também não pode ser simplesmente destruída. Mas creio que o antídoto para esta droga, para este vicio, seja o uso dessa informação para mudarmos o que vem acontecendo no mundo nos dias atuais. Basta vermos um jornal, ou lermos, para vermos os terremotos, as guerras, as mortes, as doenças, às vezes parece que tudo esta contra nós, mas na verdade, como dizia Carlos Drummond de Andrade, o homem é lobo do próprio homem!"

Eu não concordo com tudo que está aí mas acho que é um bom ponto para começarmos a discutir a globalização, como ela nos atinge (e também a nossos alunos) e o que fazer a respeito (se é que podemos/devemos fazer alguma coisa). Outras pessoas fizeram comentários sobre a postagem acima. Um deles foi o seguinte:
  • "A globalização não foi inventada por um grupo de burgueses malvados que um dia se reuniu e resolveu inventar um método de sacanear os pobres e obrigá-los a aceitar um sistema indesejado que age como uma droga viciante. A globalização é a conseqüência não planejada de três fatores: o aumento das populações, o progresso das comunicações e o incremento dos meios de transporte. O efeito disto tudo foi o encurtamento de distâncias, dando ao mundo o feitio de uma aldeia. Este fenômeno é INEXORÁVEL: tem vantagens e desvantagens, mas não pode ser revertido. O mundo não vai abrir mão do celular, nem da internet, nem dos aviões. Portanto, sejam bem-vindos à globalização, e tentem se adaptar a ela, do contrário terminarão bem pobres."

Se quiserem ver outros comentários, visitem a página indicada. Uma correção: a frase final da postagem citada, segundo um comentário no próprio blog, não é de Carlos Drummond de Andrade, mas sim de Thomas Hobbes, em "Leviatã".

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Diário da Carla

E este é o espaço da Carla. Talvez você possa começar nos contando como está indo o trabalho com o livro na turma que você escolheu. O que você descobriu sobre se os alunos tem computador e acesso à internete? Como você está pensando em continuar o trabalho com a turma?

Diário do Marcos

Bem, Marcos, este é o seu espaço. Você pode começar contando como foi o trabalho com a história em quadrinhos sobre a dengue.

Diário da Deize




Bem, Deize, que tal você começar? Você poderia contar como foi a aula de hoje. O que aconteceu e como você desenvolveu cada atividade. Se alguém tiver dúvida, pode perguntar. Não se esqueça de incluir a sua reflexão sobre a aula. Um diário não tem sentido se não for reflexivo.

sábado, 7 de junho de 2008

Pensando a nossa Metodologia

Bem, como eu disse ontem, já temos um foco para a nossa pesquisa (o desenvolvimento das habilidades de escrita/leitura) e também uma teoria para nos embasar (letramento crítico). Já temos também uma metodologia de pesquisa (observação de aulas). Agora precisamos de uma maneira para registrar nossas observações. Poderiamos filmar ou gravar as aulas, mas algumas escolas teriam dificuldade para permitir isso.

Pensei em fazermos um diário, como fez o grupo da Valdeni. Esse diário poderia ser feito num gravador de voz, mas daria muito trabalho para transcrever. Também poderia ser feito através de registros escritos num caderno. Demora um pouco mais para registrar, mas depois é só copiar as partes que interessam para o power point na hora de apresentar os dados. Outra vantagem é que dá para carregar o caderninho para a escola e fazer os registros durante a aula mesmo, enquanto os alunos estão fazendo alguma atividade, ou durante um intervalo na sala dos professores ou mesmo no ônibus, no caminho de volta para casa. Isso leva a uma outra vantagem: evita que vocês esqueçam o que querem registrar. Outra vantagem ainda é que o caderninho fica sendo 'secreto', isto é, ninguém vê o que vocês estão escrevendo, mas também ninguém contribui, ninguém ajuda (não é muito colaborativo).

Uma outra opção, que seria mais colaborativa, seria fazer os registros num diário on-line, no nosso blog. Todos teriam acesso aos registros e poderiam fazer comentários e sugestões. Os registros seriam em forma de narrativas: cada um descreve (ou narra) aquilo que aconteceu na aula e faz seus próprios comentários e reflexões. Os outros podem ler as descrições, comentários e reflexões e podem tecer outros comentários, sugestões e novas reflexões. É importante ressaltar que o objetivo não é tecer críticas sobre o trabalho do colega (até porque todos nós estamos aprendendo a lidar com a teoria, já que nenhum de nós tem experiência no assunto), mas sim ajudar a pensar em alternativas para aquilo que o próprio colega acha que não funcionou ou aprender com o colega, isto é, tentar fazer as mesmas coisas que o colega fez numa aula que ele próprio acha que fucionou bem.

O que vocês acham? Eu poderia criar uma postagem para cada um de vocês, com foto e tudo.

Sites Interessantes

Abaixo estão listados alguns sites interessantes onde vocês podem encontrar material teórico e idéias para trabalharem com seus alunos:

  • http://www.criticalliteracy.org.uk/ - Este é o site da revista Critical Literacy, de onde eu tirei o texto da Bonny Norton ("Critical Literacy and International Development"). Há outros textos interessantes e muitas sugestões de outros sites e recursos.
  • http://www.osdemethodology.org.uk/ - Este site é o resultado da tese de doutorado da Profa. Vanessa Andreotti. Neste site vocês encontrarão várias atividades já prontas para serem usadas com diversos níveis de alunos: é só clicar no link "sample units" e escolher o tipo de material desejado. No entanto, é importante lembrar que essas atividades foram preparadas para o contexto de ensino da Inglaterra. Portanto, para usá-las no Brasil, será necessário adaptá-las.
  • http://www.throughothereyes.org.uk/ - Este site é um projeto da Universidade de Nottingham em conjunto com várias outras instituições. O projeto disponibiliza um curso on-line grátis que se encontra em fase piloto.

Divirtam-se.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Planejamento, Motivação e Disciplina



Estas foram as últimas palvras do comentário da Carla sobre a postagem anterior (a nossa apresentação). São também os temas que os outros grupos estão pesquisando. Sem dúvida, são conceitos importantes para qualquer professor. Mas ...


O que é planejamento? O que é necessário para um bom planejamento?

O que é motivação? O que mais influencia na motivação do aluno?

E a pergunta que não quer calar: O que é indisciplina? Como podemos definir um grau mínimo de disciplina desejável para uma sala de aula?

Quem tiver outras perguntas pode acrescentá-las - ou pode tentar responder as perguntas acima.

domingo, 1 de junho de 2008

Pesquisa Ação



Bem, pessoal,

Nesta última sexta feira, dia 30 de Maio, fizemos nossa primeira apresentação sobre o andamento da nossa Pesquisa Ação. Eu gostei muito da apresentação de vocês e fiquei muito satisfeita com o resultado, principalmente considerando que o tempo que tivemos para preparação foi mínimo. O Marcos, pareceu-me, foi quem ficou mais nervoso e, por isso talvez, falou um pouco baixo demais. Além do nervosismo natural em qualquer apresentação deste tipo, como vocês se sentiram em relação ao resultado do trabalho de vocês? O que vocês aprenderam com esta experiência?

Em relação aos demais grupos, o que vocês acharam sobre a qualidade das apresentações em geral e sobre os vários assuntos que estão sendo abordados?