quarta-feira, 11 de junho de 2008

Diário da Carla

E este é o espaço da Carla. Talvez você possa começar nos contando como está indo o trabalho com o livro na turma que você escolheu. O que você descobriu sobre se os alunos tem computador e acesso à internete? Como você está pensando em continuar o trabalho com a turma?

12 comentários:

Deize disse...

Oh pessoal, vamos movimentar este blog! Já tem quase dois meses que ele está ai! Precisamos andar com nossa pesquisação e o blog será uma de nossas bases de pesquisa. Lembrem-se do sufoco que passamos no trabalho, não vamos repetir aquela experiência estressante. Abços, Deize

Anônimo disse...

Depois de muito tempo, resolvi tentar registrar pelo menos parte da minha experiência em sala de aula aqui neste diário. As dificuldades foram e continuam sendo grandes para mim. Porém, espero poder administrá-las melhor de agora em diante.
Até duas semanas atrás, eu ainda utilizava internet discada. Começava a tentar fazer alguma atividade: pesquisa, checar e-mail’s ou algo parecido e; de repente, alguém chamava ao telefone fixo (e isso acontece o tempo todo na minha casa) e a conexão caia. Sentia que isto atrapalhava muito meu trabalho. Não conseguia colocar as minhas coisas em dia. Minha caixa de mensagens estava sempre lotada. Até a minha mãe (que tem 80 anos de idade) disse pra mim que ela já estava incomodada em me ver o dia todo em frente ao computador, gastando horas e horas, sem muito proveito e resultado.
Além dos problemas pessoais, a falta de experiência no planejamento de aulas; confesso que a idéia de um registro das minhas experiências em um blog foi outra grande dificuldade encontrada. Nunca havia tido esse tipo de experiência antes e, de início, tive uma grande resistência...

Junho
Há algum tempo atrás, durante aulas em que foi necessário o uso do dicionário, pude perceber que os alunos, na sua grande maioria, não sabem fazer uso correto do mesmo. Na verdade, não sabem interpretar ou fazer a leitura do significado dos símbolos e referências que os dicionários trazem. Principalmente os que são escritos na língua inglesa.
Este ano, com os meus alunos do ensino médio pude comprovar a mesma coisa: até mesmo meninos do 3º ano não sabem utilizar o dicionário.
Desde a primeira vez, o fato me chamou muita atenção. Acredito que o dicionário é uma ferramenta importante para que os alunos possam trabalhar de maneira mais autônoma. Tenho aprendido também, de acordo com o Letramento Crítico (Paulo Freire), que devemos incentivar a atuação ativa dos alunos no processo de aprendizagem. Para ele, ensinar não é apenas transferir conhecimento e sim criar possibilidades para produzir e construir o conhecimento. No entanto, para que essa autonomia e participação ativa do aluno no processo de aprendizagem aconteça; acredito que seja imprescindível que possam estar capacitados para fazer o uso adequado de ferramentas e recursos que os auxiliem no dia-a-dia. Por isso, resolvi incluir nas minhas aulas o ensino do uso do dicionário.
Para isto, utilizei uma atividade de vocabulário chamada “Using a bilingual dictionary” retirada do livro “American Headway 2” que achei bastante interessante para este propósito.
A atividade possui quatro partes.
A primeira traz um extrato de um minidicionário da Oxford, onde constam como exemplo, as possíveis traduções da palavra “book” acompanhadas da especificação e significado de cada símbolo e referência utilizados na língua inglesa.
Iniciei com uma aula expositiva e aproveitei o extrato da atividade para explicar e esclarecer com detalhes o que significa cada símbolo/ referência dados pelo dicionário para cada tradução e como devem fazer a leitura dos mesmos. Que a palavra “book”, por exemplo; pode ser traduzida tanto como “livro” (substantivo) quanto “reservar” (verbo). Achei que grande parte dos alunos ficou bastante interessada e empolgada com a aula. Muitos fizeram várias perguntas. Parece que realmente era algo de que estavam necessitando aprender.
Na segunda parte, os alunos fizeram um exercício onde tiveram que aplicar parte do que viram através da classificação de palavras dadas, de forma que pudessem se familiarizar com os vários nomes utilizados para as classes de palavras na língua inglesa.
No terceiro momento, tiveram que elaborar duas frases explorando significados diferentes de uma mesma palavra.
E, por último, tiveram que procurar no dicionário o significado de cinco objetos na sala de aula que não sabiam o nome.
Foi interessante e produtivo. Parecem que gostaram.

Andrea Mattos disse...

Muito bom, Carla.
Não se esqueça de guardar uma cópia do material que você utilizou com os alunos para colocar no trabalho como exemplo.
Outro ponto importante, com relação ao Letramento Crítico, é que o uso do dicionário é uma prática social importante em nossa sociedade.

Anônimo disse...

O registro feito aqui faz parte do meu primeiro planejamento de aula após a minha iniciação no Projeto Educonle, que tem contribuído muito e sido um divisor de águas na minha vida profissional.
Fiquei entusiasmada com a idéia de trabalhar com os meus alunos, questões relevantes para a sociedade e para eles, é claro, e que, de alguma forma, pudesse interessá-los, atingi-los e levá-los a refletir, contribuindo assim para o Letramento Crítico dos mesmos.
Com a ajuda da minha “Querida Professora Supervisora Andréa”, consegui um texto sobre o Caso de Isabella Nardoni, que resolvi utilizar para trabalhar em sala de aula, já que se tratava de material autêntico e que, naqueles dias, trazia informações que haviam sido as principais notícias na mídia. Achei que seria interessante e bastante oportuno usá-lo como pretexto para abrir um espaço de discussão sobre Violência.

Julho
Iniciamos a aula com a divisão da sala em grupos de 05 alunos. Escrevi no quadro cinco questões relacionadas ao tema “Violência” que eu mesma elaborei para serem usadas como “Warm-up”. Como estavam na língua inglesa, li e traduzimos juntos cada uma delas como forma de certificar e garantir que realmente haviam entendido o significado das mesmas. Pedi então que cada grupo discutisse entre eles as questões dadas. Terminada a discussão em grupos, reunimos em forma de círculo para que pudéssemos discutir todos juntos.
O assunto rendeu e se pudéssemos com certeza ficariam aulas e aulas falando a respeito. Todos queriam citar algum acontecimento onde ele ou alguém conhecido tinha sido vítima de algum tipo de violência. Mencionaram como os ladrões estão ficando cada vez mais criativos e inovadores. E, ao falar dos tipos variados de assalto que cometem e os produtos mais almejam, aprendi até que agora já é possível fazermos algumas compras com cartão de crédito utilizando apenas o telefone celular. De qualquer forma, a opinião da maioria é que a violência tem sido um fator inibidor da liberdade dos cidadãos. Em relação às outras questões, concordaram que o respeito e a tolerância são muito importantes para uma sociedade mais pacífica, mas que não têm sido praticados pela maioria das pessoas. No que diz respeito à mídia, criticaram a ênfase exagerada que às vezes dão a determinados fatos fazendo com que sirvam de mau exemplo para o restante da população. E, por último, houve praticamente unanimidade de que a agressão física não é o único meio de violência. Citaram a agressão verbal, moral como possíveis modos de violência também.
Achei que a aula foi mais envolvente e bastante proveitosa. Talvez isto se deva, primeiro, ao fato de termos trabalhado com um assunto atual e que faz parte da realidade dos alunos tornando a atividade comunicativa; segundo, por ter sido uma atividade realizada em formato bastante diferente das que vínhamos trabalhando até o momento, tanto em termos do grupamento dos alunos em sala de aula quanto do tipo de habilidade que requeria dos mesmos. Pude perceber a importância de trabalharmos com atividades que possam explorar as diferentes habilidades do aluno, dando a ele a oportunidade de poder participar e compensar nas aulas que se identifica mais, o que não faz em outras. Observei, por exemplo, que os alunos mais inquietos, falantes e difíceis em termos de comportamento foram os que mais participaram e se manifestaram nesta aula; ao contrário das outras onde a concentração ou o aprendizado de regras, etc. é necessário.

Carla Cristina disse...

Julho (continuação)
Nesta aula, os alunos fizeram, em duplas, uma atividade de vocabulário, que eu mesma elaborei com o intuito de prepará-los melhor para a leitura do texto, onde tinham que associar a coluna de algumas palavras (que selecionei por considerá-las menos comuns e mais difíceis) com a de seus significados equivalentes. Os alunos pareceram gostar da atividade. Muitos competiram entre eles sobre quem conseguia inferir e acertar o significado de mais palavras. Aliás, tenho notado que atividades de vocabulário têm sempre uma maior aceitação e interesse por parte dos alunos.
Em seguida, distribui as cópias do texto “Child death raises tough questions” e pedi que fizessem uma leitura rápida do artigo para que tivessem uma noção do que tratava, sem a preocupação de traduzir palavra por palavra. Sugeri que observassem e localizassem no texto informações (palavras, imagens, etc.) que lhes fossem familiares como forma de inferir significados. Após a leitura sugerida, perguntei que tipo de texto era aquele. E, por último, os alunos responderam algumas questões de interpretação do mesmo.
Sinceramente, por ser um texto autêntico que traz informações sobre a nossa realidade e um acontecimento que era tão atual na época, imaginei que seria mais fácil a leitura e interpretação do mesmo para os alunos. Porém, não foi exatamente o que aconteceu. Muitos reclamaram e disseram que não conseguiriam ler. Em uma das 03 turmas, inclusive, o grau de dificuldade deles em responder (principalmente na língua inglesa) as questões de interpretação de texto foi bem grande e reclamaram para mim que estava muito difícil.
Hoje, penso que esta dificuldade deles talvez se deva, primeiro, ao fato de estarmos trabalhando pela primeira vez com um texto tão extenso (ficaram um pouco assustados de início) e segundo, por eu não ter explorado melhor técnicas de leitura e interpretação que pudessem ajudá-los no desenvolvimento das habilidades e competências necessárias para este propósito. Podia ter iniciado, por exemplo, com exercícios mais simples como pedir para sublinharem as palavras cognatas ou outros; que os deixasse mais seguros.

Andrea Mattos disse...

Oi Carla,

Gostei muito dos seus comentários. Porém, tive algumas dúvidas. Na postagem de 20/10, você disse que colocou 5 questões no quadro para os alunos discutirem. Que questões foram essas? Você se lembra? Você também disse que esse registro faz parte do seu primeiro planejamento de aula, após sua entrada no Educonle. Você lembra em que data você deu essa aula?

Outra questão importante é sobre a tradução usada para garantir que os alunos entenderam o que você estava propondo. Lembro-me que já discutimos sobre tradução, e também reparei que no segundo relato (de 21/10), quando você pede a leitura do texto, você disse para os alunos não se preocuparem com tradução. Como você vê esta questão hoje?

Uma pequena observação: estou entendendo que vocês fizeram toda a discussão sobre violência em português, não é? Como você acha que isso influencia a motivação dos alunos em participar da discussão? Quais os pontos positivos e negativos que você vê nesse tipo de procedimento?

Sobre a postagem de 21/10, você disse que perguntou aos alunos que tipo de texto era aquele. O que eles responderam? Como você abordou a questão dos gêneros textuais?

Quanto à reclamação dos alunos sobre o tamanha e a dificuldade do texto, acho que sua análise foi correta: era a primeira vez que eles estavam fazendo aquele tipo de trabalho. Mas acho que você deve conversar com eles sobre isso, e argumentar que a medida que eles se acostumarem com o tipo de trabalho, tudo ficará mais fácil. Que tipo de textos você está trabalhando hoje? Tem usado textos longos ou apenas textos mais curtos?

Você também avaliou que poderia ter explorado melhor técnicas de leitura e interpretação. Que técnicas seriam essas? Você as tem usado com mais freqüência agora?

Estou ansiosa para ver seus próximos comnetários. Tente refletir mais sobre o trabalho de letramento crítico. Como você está abordando esse ponto agora? Como os alunos estão reagindo? Que assuntos você tem abordado com eles?

Mantenha o rítimo de postagens e não se esqueça de guardar cópias das atividades utilizadas.

Anônimo disse...

CARLA, GOSTEI MUITO DO SEU BLOG, POIS ME IDENTIFIQUEI COM MUITOS PONTOS MENCIONADOS. POR EXEMPLO, LOGO NO INÍCIO, VOCÊ FAZ UM BREVE RELATO DE QUE GRANDE PARTE DE SEUS ALUNOS NÃO SABEM FAZER O USO CORRETO DE UM DICIONÁRIO, ACHEI ISSO MUITO INTERESSANTE, POIS FOI A MESMA COISA QUE PERCEBI EM RELAÇÃO AOS MEUS ALUNOS.
CERTAMENTE, UM DOS FATORES QUE OS LEVARAM A NÃO SABER USAR UM DICIONÁRIO É O NÃO USO ADEQUADO DO MESMO NA INFÂNCIA. POR ISSO, PROCURO SEMPRE ORIENTAR E INCENTIVAR OS MEUS ALUNOS A USAR ESSA IMPORTANTE FERRAMENTA DE TRABALHO. FAÇO ISSO, ATRAVÉS DO “ENGLISH NOTEBOOK DICTIONARY”. FIQUEI MUITO FELIZ QUANDO PERCEBI QUE OS MEUS ALUNOS ESTÃO TENDO MAIS FACILIDADE DE USAR UM DICIONÁRIO AGORA.
GOSTARIA DE FAZER TAMBÉM UM BREVE COMENTÁRIO SOBRE PAULO FREIRE, NO ENTANTO VOLTANDO UM POUQUINHO PARA O MEU TRABALHO.
PARA FREIRE, NO LIVRO PEDAGOGIA DA AUTONOMIA, O VERDADEIRO SABER É CONSTRUÍDO EM RECIPROCIDADE, OU SEJA, É ESSENCIAL QUE O ALUNO SE PERMITA AO PROFESSOR, DA MESMA FORMA, QUE O PROFESSOR AO ALUNO. DESSE MODO, UMA PARCERIA SERIA ESTABELECIDA, NA QUAL A CURIOSIDADE SERIA AGUÇADA, SAINDO DO SEU ESTADO INGÊNUO, PASSANDO A SER “EPISTEMOLÓGICA”... FREIRE ASSEVERA TAMBÉM QUE O SABER ABERTO À CURIOSIDADE, AO DIÁLOGO, AO RESPEITO, AO BOM SENSO, À ÉTICA, À ALEGRIA... É DITO VERDADEIRO.
CITEI ESSAS CONSIDERAÇÕES DE FREIRE, PELO SEGUINTE FATO: NEM TODOS OS MEUS ALUNOS FIZERAM O CADERNO DE VOCÁBULÁRIO, MESMO COM AS MINHAS CONSTANTES INTERVENÇÔES E SOLICITAÇÔES (EM SUMA, ELES NÃO SE PERMITIRAM; UMA PENA! MAS SÒ QUE EU NÂO VOU DESISTIR NÂO).
GOSTEI MUITO DESTA PARTE TAMBÉM, RELACIONADA AO CASO DA ISABELA:
O assunto rendeu e se pudéssemos com certeza ficariam aulas e aulas falando a respeito. Todos queriam citar algum acontecimento onde ele ou alguém conhecido tinha sido vítima de algum tipo de violência.

ACHO QUE VC ACERTOU E MUITO, POIS UMA DAS TAREFAS MAIS IMPORTANTES DA NOSSA PROFISSÂO É PROPICIAR AS CONDICÔES EM QUE OS ALUNOS POSSAM SE RELACIONAR UNS COM OS OUTROS, PARA QUE SEJA ENSAIADA A EXPERIENCIA DE SE ASSUMIREM COMO SUJEITOS CRITICOS E AUTONOMOS.

OUTRO PONTO QUE ACHEI BEM RELEVANTE:

Como estavam na língua inglesa, li e traduzimos juntos cada uma delas como forma de certificar e garantir que realmente haviam entendido o significado das mesmas.
PRIMEIRAMENTE, ACHO A TRADUÇÃO UM PONTO BEM POLEMICO EM NOSSA PROFISSÃO, HÁ AQUELES QUE NÃO VEEM PROBLEMA ALGUM E HÁ AQUELAS QUE SÃO TOTALMENTE CONTRA. MAS QUEM NUNCA PEDIU PARA UM ALUNO TRADUZIR UMAS PALAVRAS OU ATÉ MESMO UM TEXTO? EU MESMO JÁ FIZ ISSO E CHEGUEI ATÉ A CONVERSAR COM A ANDRÉA SOBRE ISSO.

ACHO QUE O QUE LEVA A GENTE A PEDIR A TRADUÇÃO É O FATO DE QUEREMOS DE NOSSO ALUNO O PLENO ENTENDIMENTO SEJA ELE PARA UMA PROVA, DEBATE, ETC. MAS SINCERAMENTE NÃO SEI SE A TRADUCAO É VALIDA, CREIO QUE EM ALGUNS MOMENTOS ELA SE FAZ NECESSÁRIA E EM OUTROS NÃO. MARCOS VINÍCIUS.

Anônimo disse...

Carla, outro trecho que achei bem interessante:
Sinceramente, por ser um texto autêntico que traz informações sobre a nossa realidade e um acontecimento que era tão atual na época, imaginei que seria mais fácil a leitura e interpretação do mesmo para os alunos. Porém, não foi exatamente o que aconteceu. Muitos reclamaram e disseram que não conseguiriam ler.
Isso também aconteceu comigo, mas já faz um tempinho, logo que começamos a falar sobre texto autêntico. Lá pro final do mês de junho, com os meninos de terceira e quarta séries, eu queria trabalhar um pouquinho com a festa junina. Achei na Internet um texto, mas só que ele era muito grande e tive que adaptá-lo (selecionei as partes que julguei serem as de mais fácil compreensão).
Um dia na quarta série passei no quadro essa adaptação, pois a copiadora estava estragada (aliás, ela estragou de novo), os meninos copiaram e não gostaram, eles falaram até, reclamaram que não estavam dando conta, etc... Aí eu os ajudei com a leitura, pedi a eles para circularem as palavras que eles conheciam,etc.
Com as outras turmas, pensei em algo diferente, tentei achar na internet uma historinha, não achei. Então pedi a Teresa, uma professora lá da escola, uma revistinha da Mônica (ela tem assinatura), ela me emprestou um almanaque do Chico Bento, de alguns anos atrás aí eu fiz outra adaptação, passei o texto para a minha montagem e isso deu muito mais certo, meus alunos se sentiram mais empolgados e dispostos para a leitura e discussão. (depois levo a montagem para vcs verem e que eu havia pensando em fazer e não acabei fazer por motivos diversos).
Uma coisa boa que aprendi, ás vezes basta fazer apenas uma coisinha e pronto, a aula ganha outros ares. (Marcos)

Carla Cristina disse...

Que bom saber que gostou dos meus comentários Andrea! Quanto às suas dúvidas, tentarei esclarecer abaixo:
As questões que utilizei para discussão, mencionadas no meu penúltimo registro, foram: How do you feel about the increasing of violence in everyday life? In your opinion, what is the importance of respect and tolerance for a peaceful society? What is the role of society concerning violence? What is the role of media concerning violence? Do you think that physical aggression is the only way of violence?
Quanto à data, não me lembro exatamente quando esta aula aconteceu. Tenho tentado encontrar material que possa me ajudar a localizar, mas ainda não consegui. E, só para esclarecer melhor o que eu disse anteriormente; na verdade, este não foi o meu primeiro planejamento após o Educonle e sim o que tive a oportunidade de fazer considerando o que tenho visto no curso e as reflexões que tenho feito a respeito.
No que diz respeito à questão da tradução; no primeiro caso, o objetivo da leitura era a compreensão das questões apenas para a discussão das mesmas. Portanto, a tradução foi feita como forma de esclarecer o significado das palavras novas para os alunos, já que uma interpretação incorreta poderia refletir no resultado da discussão que era o nosso principal objetivo. Já no segundo, o propósito da leitura era totalmente diferente: era tentar trabalhar técnicas de leitura que os ajudasse na compreensão e interpretação de textos através de leitura rápida e inferência de significados; primeiro, para obterem uma noção geral do assunto e, segundo, com o objetivo de buscar por informações mais específicas.
Em relação à discussão em português, considero ter sido positivo tendo em vista o contexto e objetivos para os quais foi utilizado, já que uma discussão na língua inglesa, penso eu, poderia ser encarada pelos alunos como uma tarefa de grau de dificuldade muito grande e, consequentemente, deixá-los desmotivados ou até desencorajá-los de fazer qualquer tentativa. Os alunos em questão, na sua grande maioria, têm ainda um conhecimento muito pequeno da língua. Além do mais, o principal objetivo da tarefa foi tentar estimulá-los a pensar criticamente diante dos fatos decorrentes da nossa realidade social e introduzir o texto do “Caso de Isabella” para podermos trabalhar a habilidade de “Reading” (já que o objetivo da maioria é passar no vestibular). Achei que a atividade foi bem aceita pela maioria e que o fato da discussão ter sido feita em português, com certeza, contribuiu para deixar os alunos mais à vontade para se expressarem e levarem a discussão adiante. O ponto negativo que vejo é não termos podido explorar e aproveitar ao máximo as circunstâncias para o desenvolvimento também das habilidades orais, o que tornaria a atividade mais integrada e comunicativa.
Ah, quando perguntei a eles sobre o tipo de texto que se tratava, não souberam responder de início. Uns acharam que eu estava perguntando se o texto era uma narrativa, dissertativo, etc. Enfim, tive que citar exemplos de gêneros textuais e mesmo assim apenas um ou dois alunos acertaram. Parece que não trabalham muito (ou quase nada) sobre gêneros textuais na língua portuguesa também.
Depois do texto mencionado, trabalhei com “Charges” e agora estou trabalhando com outro artigo a respeito do “Analfabetismo”. Acho que foi uma forma de variar tanto em termos de gênero quanto de tamanho do texto.
As aulas que tivemos sobre “Reading” no Educonle, foram muito úteis para que eu pudesse recapitular algumas técnicas de leitura e interpretação como “Sensitizing”, “Skimming”, “Scanning”, e outras.

Deize disse...

Blogger Deize disse...

Oi Carla,
Também percebo que muitos alunos não sabem usar o dicionário de ingles e achei muito interessante o trabalho que você fez com eles sobre isto. Já me deu a idéia de no próximo ano, "gastar" uma das primeiras aulas abordando a questão, desde o início. Muito legal também a forma como você discute com os seus alunos questões que serão abordadas em um texto. Isto os motiva a querer saber o que o texto diz. Além disso, discutir em sala assuntos que estão em em alta na mídia costumam atrair a atenção dos alunos. Quanto à reclamação dos alunos sobre textos difíceis, acho que no nível em que eles estão, temos mesmo que puxar, afinal no vestibular os textos não são tão fáceis. Alunos também adoram reclamar e se a gente for ouvir suas queixas o tempo todo corremos o risco de não cobrar deles o que eles realmente dão conta e só não o fazem por preguiça ou porque dá trabalho.

Carla Cristina disse...

Oi Marcos,

Que bom que tomou a iniciativa de fazer comentários dos nossos registros...

Achei interessante saber que a realidade dos seus alunos em relação ao uso do dicionário é a mesma dos meus. E que também considera o ensino do mesmo como de grande importância. Ah, gostaria de fazer uma observação: você disse que trabalha com eles através do "English Notebook Dictionary" não entendi muito bem. Como funciona exatamente? Significa que utilizam o caderno para fazer anotações de palavras e servir como dicionário? E você costuma explicar para eles os símbolos, referências, etc.?

Sobre o assunto polêmico da tradução também ainda tenho dúvidas em quando utilizar exatamente. Mas com a leitura do texto que a Andrea colocou no Blog esta última semana (muito interessante. Aproveite para dar uma olhada), fiquei mais tranquila em saber que em algumas situações é perfeitamente aceitável. O difícil é só aprender a medir melhor em quais situações podemos lançar mão deste recurso.

Em relação, ao texto que comentou ter passado no quadro fiquei pensando... Será que não foi excessivo para eles (pelo perfil/ idade dos seus alunos) ter que escrever muito e, ao mesmo tempo, tentar fazer uma leitura também extensa?

Você também comentou que pegou um material emprestado (almanaque do Chico Bento) com sua colega mas eu não entendi se estava escrito em inglês ou você teve que traduzir...

Espero que de agora em diante, possamos movimentar mais o Blog. Inclusive acho que seria muito acrescentador se pudéssemos continuar com o Blog/ contato mesmo depois do término do Curso. O que acham?

Parabéns pela iniciativa!

Abraço, Carla

Carla Cristina disse...

Ei Deize,

Fico feliz em saber que a minha observação em relação ao uso do dicionário não foi isolada e que faz parte da realidade sua e do Marcos também. Que bom saber que vai ser útil para você...

Muito bom também conhecer a sua opinião em relação à forma como tenho abordado assuntos dos textos. Acho, inclusive, que em relação a esta parte, você é uma das pessoas mais indicadas para me dar este "feedback" já que assistiu uma aula em que trabalhei exatamente isto. Aliás, por falar nisto estamos em "falta" uma com a outra né?

Outra questão é que muitas das vezes fico ainda incomodada e me cobrando muito em relação às reclamações de alunos (tamanho do texto ou outros). E acho que você tem toda razão (e experiência bastante considerável para falar) quando diz que não devemos ouvir as queixas deles o tempo todo. É isto que preciso aprender: definir melhor quando ou não dar atenção para as queixas deles.

Fico mais tranquila em saber que não sou a única mortal que lida com estes problemas... E isto só foi possível graças aos seus comentários. Obrigada!!!

Abraço, Carla