quarta-feira, 11 de junho de 2008

Diário do Marcos

Bem, Marcos, este é o seu espaço. Você pode começar contando como foi o trabalho com a história em quadrinhos sobre a dengue.

22 comentários:

Deize disse...

Oh pessoal, vamos movimentar este blog! Já tem quase dois meses que ele está ai! Precisamos andar com nossa pesquisação e o blog será uma de nossas bases de pesquisa. Lembrem-se do sufoco que passamos no trabalho, não vamos repetir aquela experiência estressante. Abços, Deize

Anônimo disse...

Oi pessoal, desculpas pela demora. Estou com alguns probleminhas.

Tentei fazer o meu diário em inglês.

Dengue fever
Introduction
Primary prevention of dengue mainly resides in mosquito control. There are two primary methods: larval control and adult mosquito control. In urban areas, Aedes mosquitos breed on water collections in artificial containers such as plastic cups, used tires, broken bottles, flower pots, etc. Continued and sustained artificial container reduction or periodic draining of artificial containers is the most effective way of reducing the larva and thereby the aedes mosquito load in the community. For reducing the adult mosquito load, fogging with insecticide is somewhat effective.
Monica’s Gang
In the comic Monica talks about larval control. She gave us some advices, such as: “We need to keep the water tank closed!”, “Not let water sit anywhere… in bottles, cans … or old tires! Always pour it out!”.
Activity
The aims of the activity were:
• Discuss the theme Dengue
• Recognize the genre comics
• Relate the non-verbal information with the text comprehension
• Recognize the imperative form
This activity was proposed to 3º ano do 2º ciclo. We started to work with Dengue in the middle of May.
In a first moment, we discussed Dengue fever and how to avoid it. Then we started to talk about the comic, trying to recognize this genre and how the non-verbal information can help the text comprehension.
In a second moment, I wrote the comic on the blackboard and I asked to my students to translate it. During two weeks they tried to do it. Then, on the blackboard, we corrected the translation together.
It is important to mention that when I talked with Andrea about what I started to do with my students, I could notice that to ask students to translate English texts is not necessary, in other words, we did not need to know every word in a text in other to know or to understand what the text talks about. We, teachers, should work with our students this idea.
(I think that I proposed the translation to them because they will do a “global test” about Dengue in August.)
In June, they started to do a poster, I asked them to write sentences showing how we can help to control Dengue fever.

Anônimo disse...

Hoje, dia 11 de agosto, iniciei com uma das turmas da terceira série o trabalho com a historinha da turma da Mônica sobre a Dengue.
Ao entrar na sala, a professora de português me pediu alguns minutos para terminar de orientar os alunos num dever de casa. Ao ver a historinha em quadrinhos, ela achou muito interessante e me propôs um trabalho interdisciplinar, pois os alunos estão estudando no livro de português este gênero, ainda não sei bem qual será o trabalho, mas posso tentar explicar mais ou menos o que entendi; parece-me que umas das propostas do livro de português é a “transposição” da historinha em quadrinhos para outro gênero, ou seja, no caso, o aluno teria de ler a historinha e reescrevê-la em forma de texto/ narrativa. A princípio, para ser sincero, não gostei muito da proposta, pois a historinha contada em quadrinhos tem características próprias que a torna mais interessante e gostosa de ler (por assim dizer). No entanto, compreendo a proposta de se trabalhar com os mais diversos tipos de gênero. (Ainda não tivemos tempo de conversar direito a respeito disso, mas com certeza há possibilidade de um trabalho interdisciplinar).
Iniciei a aula pedindo aos alunos para colorir a historinha respeitando as características das personagens, ou seja: vestido da Mônica de vermelho, roupa do Cascão de amarelo e vermelho, etc. Depois disso, escolhi cinco alunos e pedi para eles escolherem quatro colegas. Cada grupo tem um líder responsável pelo comportamento e demais orientações. Gostaria de fazer algo diferente com eles, fugir do cartaz, mas não sei ainda o que poderia fazer de diferente. Comparando as quintas séries com as terceiras, notei um maior interesse e empolgação nos alunos menores, algo que achei muito legal foi que cada grupo escolheu um nome, veja só: Guerreiros Naruto contra a Dengue; Soldados contra a Dengue; Grupo vamos reprovar a Dengue; Fora Dengue, etc.

Anônimo disse...

Hoje, dia oito de setembro, nas terceiras séries começamos a montagem do cartaz, por eles serem menores julguei ser necessário ajudá-los na confecção do trabalho; os grupos trouxeram as gravuras sobre o tema, alguns deles me mostraram pesquisas que fizeram a respeito da Dengue; muitos me entregaram a história que a professora de português pediu (aquela em que eles deveriam escrever de acordo com a historinha de Mauricio de Souza). Apesar de todas as histórias terem sido escritas em Português, achei o trabalho válido e gostei muito das “redações”, pois através delas pude perceber que eles estão entendendo o motivo pelo qual estamos estudando a historinha. Percebi que eles estão realmente “preocupados’; uma vez um deles comentou comigo que agora ele faz questão de limpar o terreiro da casa dele, de mantê-lo livre de latas, garrafas, etc....muitos dos meus alunos já me falaram que quando eles vêem na rua onde moram latinhas ou outros tipos de objetos que propiciam o desenvolvimento da Dengue, eles os pegam e os jogam no lixo.
Hoje, percebi também que o trabalho com a Dengue veicula-se perfeitamente com a idéia de reciclagem, pois através de garrafas, latas, tampinhas, caixinhas de leite, etc... Podem-se fazer diversas coisas, como: porta-lápis, “pufes” de garrafas pet, caixinhas de presente, etc; cheguei até a pedir a professora de Arte para me ajudar com isso, mas infelizmente devido a falta de tempo, ela não poderia nesse momento nos ajudar, pois os alunos estão desenvolvendo outros projetos nas aulas dela para a “Feira Cultural” que teremos .
(Pessoal se tiver algum erro de portugues, me perdoem.)

Anônimo disse...

Hoje, dia nove de setembro, comecei a receber os cartazes que os alunos da quarta série fizeram, mas na verdade achei que eles foram muito precipitados, pois uma das orientações que eu havia dado na aula anterior era a de que eles tentassem escrever as frases em inglês e me mostrassem primeiro para que depois eles pudessem passá-las para o cartaz. Eu realmente não sei o quê eu faço, pois em alguns cartazes há erros de escrita, mas só que eu gostei tanto do capricho de alguns deles, que quando eu vejo os erros, eu acabo os considerando como erros de tentativa.
Como incentivo prometi para todas as turmas que o trabalho mais bem feito seria premiado (mas com as devidas explicações, não sei se vcs me entenderam!) mas só que apesar das minhas orientações, de explicar como um bom cartaz deve ser feito; de ter exigido, exigido... mais capricho, houve grupos que me entregaram cartazes esteticamente feios. Por isso, para próxima semana, resolvi fazer um cartaz coletivo (o qual ficará afixado na sala de aula de cada turma) pedi a eles novamente gravuras e disse que quem quisesse desenhar poderia fazer, mas desde que o desenho fosse bem feito e colorido.
Na realidade, eu também precisei de ajuda, eu não tenho muito habilidade para mexer com isso; nunca gostei de colorir e de desenhar; de papel só conhecia a cartolina, o papel almaço, papel de seda (por causa das pipas que eu e meu primo fazíamos) e o “crepon”. Pedi para as minhas colegas idéias de como fazer um belo cartaz, não queria simplesmente passar um “canetão” em volta da cartolina e pronto.
Alessandra, professora de Ensino Religioso, me deu boas dicas e me apresentou vários tipos de papel: color 7, laminado, papel “crafete”, papel cartão, “TNT” (um pano colorido bem fininho), etc.
Sheila, auxiliar de biblioteca me disse que eu poderia pedir aos alunos para juntar tampinhas, lacres de latinhas, resto de ponta de lápis; poderia também fazer “enroletes” de jornal, os quais depois de pintados poderiam ser usados como uma espécie de moldura para o cartaz. Álias a idéia de reciclagem e Dengue veio a partir dessas orientações.
Para ser sincero o quê nós, Deize e Carla, deveríamos tentar fazer é buscar esse tipo de colaboração na escola, ou seja, chegar perto dos colegas de trabalho, aqueles que estão dia-a-dia conosco e pedir ajuda. Essa que é a verdadeira idéia de trabalho colaborativo; é esse tipo de colaboração que eu acho que aquele texto que lemos no início do ano “propõe”.Em minha opinião, não adianta nada eu ir à aula de vcs um dia e tentar ajudar, pois não sou eu que estarei todos os dias com vcs.

(obs: agora não dá mais tempo de escrever, depois continuo, resolvi relatar todas as séries, vcs perceberão que cada uma está num estágio)

Anônimo disse...

(Continuação)

Acho importante dizer que cada professor num dado momento do ano trabalhou com o tema Dengue, por exemplo: o professor de matemática trabalhou com os meninos o gráfico referente ao número de pessoas infectadas na região metropolitana; a professora de ciências com os sintomas da doença. E, eu (como todos já sabem) estou conseguindo trabalhar a partir da HQ. Através das redações e cartazes que os alunos estão fazendo, notei vários pontos positivos, mesmo pedindo a não tradução, depois que eles terminaram e me entregaram as redações, um deles chegou perto de mim e disse: “É professor bem que o senhor disse que papel aceita tudo, porque quando a gente viu em ciências os sintomas da doença, vi que o Maurício errou porque esta palavra aqui oh (ele me mostrou ”elbows”) significa cotovelos, eu olhei no dicionário.... tenho certeza que dor de cotovelo não é um dos sintomas da Dengue”. Depois que ele me falou isso, parei para pensar e percebi que não fazia sentido mesmo; minha mãe teve dengue e não sentiu dor de cotovelo, alguns vizinhos também tiveram e não sentiram esse sintoma. “Vendo” isso fiquei muito satisfeito e disse a eles que toda vez que um professor entregar um texto seja ele escrito ou não; digo assim, pois considero que a partir de desenhos e figuras há de certo modo um texto, pude perceber que meus alunos apesar de todas as dificuldades de escrita foram capazes de entender a HQ e escrever uma outra história. Acho que a maior dificuldade deles foi tentar relacionar o Cascão na história, toda hora um “vinha” e me perguntava: “Professor, por que o Cascão aparece na historinha?” Eu respondia: - Ah, não sei não! Vamos ver quem descobre?

O Cascão (segundo meus alunos de terceira série, coloquei do jeito que eles escreveram e o quê está de negrito é a minha interpretação.)

Cascão estudioso:
Mônica: “Aromei todas coisas para o musquito não voutar e me picar”. Cascão falou: _ Mas era eu que tinha que fazer isso, por causa do meu trabalho sobre a dengue.”
Cascão desconfiável:
“ O Cascão dizia que estava louca mas ela estava dizendo a verdade”

Cascão prestativo:

“ E Mônica falou com o Cascão e o Cascão apelou com a Mônica e Mônica falou :
Eu já devia saber você é porco e iguinorante e Cascão - Você conceguil eu fou te ajudar.”

Cascão bonzinho e consciente:

“Então ela ficou cansada mas seu amigo falou: - Foi bom para você aprender a não deixar água parada em sua casa,
E desse dia em diante nunca mais apareceu nem um mosquito da dengue em sua casa.”

Eu ainda não conversei com eles a respeito das redações e não li a historinha para eles, mas mesmo assim, muitos tentaram ler em casa e hoje (11/09) na hora do recreio: “Professor, olha que legal mosquito escreve igualzinho”, outros deduziram que water era água: “Professor, esta palavra aqui “water” repete um montão de vezes, significa água não é, olha só no terceiro quadrinho. A frase do terceiro quadrinho é esta: Not let water sit anywhere...”

Seria mentira dizer que a tentativa de trabalho com o Letramento crítico com crianças está sendo fácil. Dentre minhas dificuldades, cito:

• Na minha opinião, acho minha escola muito exagerada em comemorações, a última delas foi sobre as olimpíadas de Pequim, isso durou uma semana; mais uma vez perdi aulas. Isso não contando o dia do não sei o quê, ou o dia que não sei lá...
• Reuniões pedagógicas, as quais são necessárias , mas que mesmo assim atrapalham, ainda mais no meu caso de uma aula por semana, há turmas que eu não dou aula a muito tempo;
• Alguns pais que não entendem de nada e vivem reclamando, um dia um deles disse que minha aula e a aula da professora de português não tinham objetividade, vai entender? Lembrando que meu portfolio foi muito bem avaliado pela professora Deize e pela Carol.

Agora sabe o que eu estou fazendo, já que aulas gramaticais são tão importantes assim, resolvi o problema da seguinte forma, passo para os meus alunos folhas xerocadas com explicação e tudo, explico a matéria e peço a eles para responderem os exercícios em casa e para me entregarem como trabalho avaliativo. Por enquanto isso está dando certo.

Andrea Mattos disse...

Que bom que você tomou gosto pelo blog, Marcos. Estou gostando muito das suas contribuições. É importante relatar os fatos para que todos possam entender o que está acontecendo. Por exemplo, não entendi muito bem essa sua última postagem, onde você fala da presença do Cascão na história da dengue. Talvez você possa nos explicar melhor em nossos encontros.
Também acho muito importante essas avaliações que você tem feito, ou seja, refletir sobre o que é um trabalho realmente colobarotivo e sobre os problemas que você tem encontrado ao tentar usar as propostas do Letramento Crítico.
Porém, também é muito importante perceber os pontos positivos. Olha que bacana: você trabalhou a HQ sobre a dengue e sem querer desenvolveu o senso de cidadania de seus alunos. Eles próprios te contaram que agora limpam o terreiro de suas casas e recolhem latinhas e outros objetos na rua, para evitar o crescimento do mosquito da dengue. Isso é muito gratificante! É o resultado do seu trabalho e você deve se orgulhar disso!
Outra questão que achei relevante está na sua última postagem (do dia 16/09), mas acho que seu relato está incompleto: você começa contando que seu aluno comentou que você disse que "papel aceita tudo" e explica a confusão que o Maurício de Souza fez com a palavra "elbow" (particularmente, acho que ele se refere às articulações em geral); depois você começa a comentar suas reflexões sobre esse assunto, mas acho que você saltou um pedaço e não deu para entender muito bem.

Andrea Mattos disse...

Este é um lembrete para todos: não se esqueçam de coletar exemplo dos trabalhos dos alunos, para colocar no trabalho escrito da pesquisa ação. Você, Marcos, pode tirar cópias das redações dos seus alunos (não precisar tirar de todas, apenas as que você achar boas). Você também pode tirar foto dos cartazes que você avaliou bem (mesmo aqueles que contém erros) e dos cartazes coletivos que você está fazendo com cada turma. Se quiser, posso te emprestar a câmera.

Anônimo disse...

O TRABALHO COM A DENGUE JÁ ESTÁ FINALIZADO E TODAS AS INFORMAÇÕES SE ENCONTRAM NO PORTFOLIO. A SEGUIR UM OUTRO TRABALHO QUE ESTOU TENTANDO REALIZANDO. COLOQUEI SOMENTE A PRIMEIRA PARTE, POIS A OUTRA AINDA ESTÁ EM PROCESSO. (MARCOS VINÍCIUS)

Anônimo disse...

JUSTIFICATIVA
Ultimamente a maioria das crianças não está tendo uma infância sadia. Grande parte delas vive com medo da violência e mesmo dentro de casa não estão protegidas, porque existe o mau uso do computador, um instrumento que pode ser usado como meio de pedofilia, seqüestro, suborno e etc.
A televisão e a mídia em geral exercem grande influência sobre as crianças, as impedindo de certo modo de se descobrirem, pois através dos programas (novelas, filmes, propagandas, etc) o comportamento dos indivíduos é massificado. Dentro da sala de aula, podemos perceber o poder da mídia, muitos alunos possuem cartinhas de Yu-gi-oh, jogos de vídeo-game... geralmente o tema da conversa deles gira entorno da novela “A favorita”, do seqüestro e morte de Eloá ou de outro assunto que esteja em destaque no momento. A música que preferem é o “funk” (Dança do creu, Melo do Titanic, etc.). Os adultos da era dos nossos avós, que foram criados subindo em árvores, brincando de roda nas noites de lua cheia, ouvindo histórias que a avó contava, tiveram a oportunidade de serem realmente crianças, sem pressa de crescer; de ter compromisso com o relógio (cursos, trabalho, etc.). Podemos perceber facilmente que as crianças de hoje em dia tem tanta vontade de crescer, de estar na moda..., que estão deixando a infância precocemente. Dentro da sala de aula, percebemos que meninas de nove, dez anos já andam maquiadas, de salto, com bijuterias, celular... e pior ainda já interessadas em namorar, se pararmos para pensar perceberemos que isso é um reflexo da mídia. Acho que a criança deveria ser lembrada no dia 12 de outubro não como um ser consumista, grande provedor de produtos inúteis que nada acrescentam em seu crescimento e desenvolvimento como ser humano.
A mídia, com seu poder de influência, está contribuindo para a formação de pessoas que a cada dia que passa não possuem vínculo afetivo com os mais variados objetos, pois todo é efêmero e descartável (até mesmo as pessoas). É tão comum notar que muitos não se importam com datas significativas. Podemos dizer que devido aos mais diversos compromissos nos tornamos “escravos” do relógio, tudo tem que ser pra hoje, ou melhor, pra ontem. O Natal, que era uma festa de confraternização entre as pessoas se tornou uma ocasião para se ganhar presentes, exibir roupas e etc. A Páscoa, que no sentido original é a ressurreição de Cristo tornou-se a data do chocolate, sendo que o coelhinho que traz os ovos nem bota ovos, que incoerência vale tudo para se vender. Usam-se coisas que crianças apreciam para aumentar o lucro das grandes empresas. Essas datas que deveriam ser “utilizadas” para desenvolver nas pessoas sentimentos nobres foram destorcidas totalmente em favor do consumismo. Aproveitando o mês das crianças, nesta semana, comecei o trabalho com o texto Universal Children's Day. Julguei necessário discutirmos alguns pontos levantados acima em sala de aula: consumismo, mídia, pais e filhos, relações de poder. Acessei a Internet, mais especificamente o site da Google, um dos meus favoritos por sinal, e digitei “Children’s Day”, achei um artigo que está na “Wikipedia, the free encyclopedia”, no entanto foi necessária uma adaptação, pois o artigo é muito grande. Gostei muito do texto, nele fiquei sabendo que existe o “Universal Children’s Day”. Para melhor visualizar a minha proposta de trabalho, coloco abaixo o texto adaptado:

School Newton Amaral Franco
English
Teacher: Marcos Vinícius do Nascimento
1. Read the text.
Universal Children's Day (Adapted text)
(From Wikipedia, the free encyclopedia)
In 1954 the United Nations General Assembly suggested that all nations should observe a Universal Children's Day as a day of worldwide fraternity and understanding between children and of activity promoting the welfare of the world's children.
The date of 20 November marks the day in 1959 when the Assembly adopted the Declaration of the Rights of the Child, and the Convention on the Rights of the Child in 1989, and is often the day chosen by countries as their own designated day to observe Universal Children's Day.
State governments are responsible for passing legislation providing a day and name appropriate for their compliance with the United Nations General Assembly resolution. United Nations Office of the High Commissioner for Human Rights / UN Committee on the Rights of the Child.
Universal Children's Day is celebrated in October, and is not associated with Children's Day.
United Nations - Universal Children's Day observance around the world
Argentina
Children's Day is celebrated on the second Sunday of August and it's known as Día del Niño.
Brazil
Children's Day is celebrated on October 12, which is also the day of Our Lady of Aparecida, a public holiday in Brazil.
Central Africa
On Congo, Congo DR, Cameroon, Equatorial Guinea, Gabon, Chad, Central African Republic, São Tomé and Príncipe Children's Day is celebrated in this country on the December 25 to honour all the children.
Colombia
In Colombia Children's Day is celebrated in the last weekend of April.
Costa Rica
Children's day is celebrated on September 9 in Costa Rica.
India
In India Children's Day is celebrated on November 14 every year. This date marks the birth anniversary of independent India’s first Prime Minister, Pandit Jawaharlal Nehru as he was very fond of children. Children's day is celebrated on this day in recognition of his lifelong passion and work for children.

Anônimo disse...

Na segunda feira passada, escrevi no quadro a seguinte pergunta: “Para você, o que significa o “ Dia das Crianças”?. As repostas foram as seguintes:
“Dia das crianças para mim é ter liberdade para eu fazer o que eu quero. E ter amor, carinho pelos pais e ganhar presentes dos pais e ganhar as lembrancinhas da escola” (Bruna)
“Ganhar presentes”
“É 2º aniversário das crianças”
“É um dia das crianças brincar, ganhar presentes, ficar em casa, sair para passear, etc.” (B. M.)
“Significa que cada um de nós merecemos um abraço e passear e também brincar muito”
“ Uma comemoração em homenagem as crianças do planeta inteiro, como o dia dos pais, das mães, mas o dia das crianças é especial” (G.K.)
“Para mim significa ganhar presentes, ter todas as brincadeiras de graça, rir, ter amor e paz neste dia. Mas para mim todos os dias são dia das crianças. Todas as crianças tem que ter todos esses direitos acima” ( B.C. S.)
“ O dia das crianças é muito especial para mim como se fosse um aniversário, ganhamos presentes e muito mais coisas legais” ( D. B.)

(Como podemos perceber a palavra presente se destaca.)
Pedi para alguns alunos lerem as respostas. Logo em seguida entreguei o xerox do texto Universal Children's Day, fizemos a leitura e o sinal bateu.
Hoje, para ver se eles se lembravam do texto, fiz algumas perguntas: “Por qual motivo o “Universal Children’s Day” foi criado?”; “Todos os países seguem uma mesma data”, etc. Graças a Deus eles conseguiram responder. Logo após isso, entreguei o seguinte texto:

It Is 'Children's Day', Not 'Children's Consumption Day'
2008-06-02 10:58:06 CRIENGLISH.com

Sunday is International Children's Day. Many parents will indulge their beloved children on this special day. They may take them out shopping and purchase whatever they would like to have, no matter what the price. And some shopping centers have tried different strategies to promote product sales for the occasion.
So, is consuming the only way to celebrate Children's Day? Many do not believe so. The Beijing Youth Daily points out there are plenty of other ways that prove to be much better. For instance, parents can take their kids for an overall physical check-up, or give them a nice book as a gift, or take them out for a short trip.
In this way, children could gain much more rather than by squandering money, with their knowledge enriched, minds broadened and skills well developed.
(Taken from the site: http://english.cri.cn/4026/2008/06/02/1481@364415.htm)

Fizemos a leitura e propus a seguinte atividade:

Activity
Após termos discutido a respeito do Dia das Crianças e de termos lido os dois textos: “Universal Children's Day” e “It Is 'Children's Day', Not 'Children's Consumption Day'.” Dê sua opinião, em inglês, sobre o Dia das Crianças, tente fazer um comentário, dizendo se você concorda ou não com a opinião do autor do segundo texto.



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(Caso você queira enviar o seu comentário, basta acessar o site que aparece lá no finalzinho do texto.)

Muitos reclamaram que não iam dar conta de fazer; que era muito difícil, etc. Aí, foi necessário lembrá-los da Dengue. “ Vocês se lembram do trabalho da Dengue? Foi difícil fazer?...Então só basta querer e tentar fazer!”
Uma coisa que eles gostaram foi a possibilidade de poder enviar o comentário a partir do site.
Gostaria de ter passado no quadro um pouco sobre o Modal Verbs e algumas entradas de opinião, como por exemplo: “ in my opinion”, “I think”, “I’m sure that” , “ I feel that”, etc. Mas o sinal bateu. Quero ver se nossas discussões sobre consumismo, datas comemorativas, mídia, etc., a partir da leitura dos textos, valeu a pena!

Anônimo disse...

Hoje, em outra turma, fui mais esperto, passei no quadro primeiro o que eu queria. Depois fizemos a leitura e discussão do segundo texto.
Propus aos meus alunos que quem quisesse poderia me enviar o trabalho por e-mail. Vamos ver o que vai dar.

Deize disse...

Oi Marcos, achei importante o trabalho que você desenvolveu sobre a dengue. Primeiro porque você pôde levar para sua sala um texto autêntico e de um gênero que, em geral, os alunos gostam muito. Segundo, porque através deste trabalho, você contribuiu para desenvolver noções de cidadania nos seus alunos. A partir desta discussão sobre a dengue, os alunos puderam usar os conhecimentos adquiridos em suas rotinas desde a preocupação com o mosquito e com a doença até em recolher em suas casas objetos que facilitam a reprodução do mosquito. Parabéns!!!I'm proud of you!!!

Deize disse...

Você comentou que "mas só que eu gostei tanto do capricho de alguns deles, que quando eu vejo os erros, eu acabo os considerando como erros de tentativa." Eu também fico muito preocupada sobre o que fazer com os erros dos alunos. Às vezes, me sinto sobrecarregada por ter que corrigí-los sozinha, sem poder contar muito com o trabalho colaborativo de correção entre os alunos. Ás vezes, deixo certos erros passarem por considerar que o aluno conseguiu transmitir sua mensagem. Fico sempre neste dilema: corrigir ou não corrigir? Em provas, por exemplo, eu procuro considerar a mensagem que o aluno quis passar, mas em trabalhos eu faço revisões antecipadas a fim de evitar erros maiores e mais gritantes, e isso me dá muito trabalho!!!

Deize disse...

"é esse tipo de colaboração que eu acho que aquele texto que lemos no início do ano “propõe”.Em minha opinião, não adianta nada eu ir à aula de vcs um dia e tentar ajudar, pois não sou eu que estarei todos os dias com vcs." Concordo com você e acho que por isso nosso trabalho no blog deveria ter começado a muito mais tempo. Perdemos muitas oportunidades de conhecer o trabalho, dilemas e experiências uns dos outros.. it's late now.

Deize disse...

Sobre o trabalho do dia das crianças, eu achei o texto muito difícil para os alunos. Se bem que eu sou suspeita para falar porque tendo sempre a trabalhar textos cujo nível de dificuldade seja um pouco maior do que os alunos dão conta. Considero que isto faz com que eles se esforcem mais e aprendam mais. Temos que ser cautelosos para não deixar que o "difícil" se torne desmotivante. Apesar disto, eu não trabalharia este texto sobre o dia das crianças com o 2o. ciclo.

Deize disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Oi Deize, gostei muito de seus comentários. Valeu!
Em relação ao último, eu tive receio de aplicar o texto, tanto é que eu ia fazer a experiência somente com uma turma, mas só que os meninos gostaram tanto do assunto, que eles nem reclamaram da leitura que fizemos juntos. Pelo contrário, todos queriam participar da discussão, uma pena que tive de cortá-los, senão não daria tempo de explicar o exercício.
(Temos de cobrar um pouquinho a mais mesmo)

Anônimo disse...

Hoje, domingo, recebi de uma aluna da quarta série a resposta para a pergunta do segundo texto: "Is consuming the only way to celebrate Children's Day?"
Eles sempre escrevem em duas versões, uma em Português e uma em Inglês. (Engraçado que eu não peço para fazer isso!)


PORTUGUÊS

Para mim o consumo não é a melhor forma de se comemorar o dia das crianças , porque não adianta os pais todo dia bater no seus filhos e chegando o dia das crianças eles encherem de carinhos e presentes.

INGLÊS
For me the consumption is not the best form of if commemorating the day of the children, because all day does not advance the parents to beat in its children and arriving the day of the children they to full of affections and gifts.

Anônimo disse...

Hoje, recebi mais respostas, mas dessa vez por escrito. Todas elas foram feitas por alunos da quarta série:

" The days of children, not just to win these parents, uncles, grandparents, among others. But to win affection, love, etc...
No use, parents lacking with respect, love affection. And when you get on the children buy the biggest or the best present.Better, parents treat their children with respect, love, affection, and when it comes to giving children a day from this simple... Because every day is children's day" ( B.M. S.)

"I not accord with he because in the children's day they not need to spend a lot of money. yes, a lot of love and affection." (F.)

"No a divers way from like commemorate children's day, to go out with a family, to play with our friends, to take advantage for to rest" (L. S.)

A resposta a seguir não se relaciona a pergunta do exercício:
"Is consuming the only way to celebrate Children's Day?"
Minha aluna entendeu errado o que era para responder. Decidi colocá-la, pois me lembrei quando a Andrea me disse que era normal aparecer no texto deles palavras tanto no Português quanto no Inglês. (Hoje percebi isso)

"I flavour the children's day tha Argentina that a date is diferent to Brazil i legal. I acho que o Children's day is day the felecidade para tods I no para gain presents I besides festejar o day the Nossa Senhora Aparecida no Brazil. O day is 12 the october diferent the muitos paises no mund como na Argentina is second sunday of August, a Central Africa December 25, Colombia weekend of April, Costa Rica 9 the september, Cuba third sunday of July, El Salvador 1 October is India 14 the November. " ( V. I. S.)

Eles tb inventam palavras.

Andrea Mattos disse...

Marcos,

Achei as respostas dos alunos muito interessantes e até muito maduras para a idade deles. No entanto, tive a impressão de que vários deles usaram algum tipo de tradutor de texto. Isso ficou muito claro no texto da aluna que te enviou a resposta por e-mail no domingo. O que você acha disso? Você já conversou com eles sobre esse problema?

Anônimo disse...

Bem Andrea, eu tive a mesma impressão, ainda não conversei com eles à respeito disso. Na próxima semana pretendo fazer isso.
Eu, sinceramente, não acho legal esse tipo de recurso, para falar verdade eu nem os conheço.
Prefiro muito mais a última resposta, nela percebi o que a aluna já sabe e o que ele ainda não entende muito bem. Por exemplo: o uso de pronomes, ela usou o certo "I"; isso parece simples, mas não é, já dei aula para meninos bem maiores do que ela e me lembro que eles não sabiam nem isso.
Outro ponto positivo no texto dela, a interpretação, notei que ela realmente entendeu o texto e tentou mostrar ao leitor que o Children's Day é comemorado em dias diferentes de acordo com o país. (Ela realmente tentou responder).

Como vc acha que eu poderia abordar essa questão, álias como vcs acham que eu poderia abordar a questão?